Polícia Civil prende homem acusado de estuprar duas crianças em Boa Vista

Acusado foi localizado nas primeiras horas de hoje no bairro São Bento, Zona Oeste de Boa Vista / Foto: Ascom/PCRR /

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), cumpriu um mandado de prisão preventiva na manhã desta sexta-feira, dia 4, em desfavor do pedreiro J.W.P.M., de 36 anos, acusado de estupro de vulnerável. Ele foi localizado nas primeiras horas de hoje no bairro São Bento, Zona Oeste de Boa Vista.

De acordo com a delegada titular da DPCA, Jaira Faria, o homem é suspeito de abusar sexualmente de dois irmãos, de 8 e 12 anos, de idade. O acusado é considerado tio das crianças por afinidade, sendo casado com uma das tias materna das vítimas.

As investigações apontam que os crimes ocorriam na casa do suspeito, nos momentos em que a mãe das crianças não estava presente. Além disso, uma das vítimas relatou que os abusos também aconteciam na residência da avó, quando ela saía para trabalhar. Segundo os depoimentos, o homem oferecia R$ 2,00 reais para cometer os atos e ameaçava os menores para que não contassem sobre os abusos.

O caso veio à tona depois que as crianças comentaram sobre a situação com colegas na escola. A direção da instituição acionou o Conselho Tutelar, que notificou a mãe das vítimas e, também, a Polícia Civil.

Em declarações, uma das vítimas também relatou ter visto o acusado abusar sexualmente do seu próprio filho e reafirmou que ele também era ameaçado constantemente para que não relatasse os abusos.

A delegada Jaira Farias representou pela prisão preventiva do acusado, que foi deferida pela Justiça. 

Após diligências nessa manhã, J.W.P.M foi preso e encaminhado para a sede da DPCA, onde teve sua prisão formalizada. Ele será conduzido para a audiência de custódia.
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Polícia Civil cumpre mandado de prisão contra homem condenado por estupro de vulnerável

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da Polinter (Delegacia de Polícia Interestadual), cumpriu na manhã desta sexta-feira, dia 04, um mandado de prisão contra M. N., de 71 anos. A prisão ocorreu no bairro Caranã e é resultado de uma condenação por estupro de vulnerável, por ter estuprado a sobrinha desde os seus sete anos de idade.

O mandado de prisão contra o homem foi decretado após a sentença transitada e julgada. A ação foi coordenada pelo delegado titular da Polinter, Alexandre Matos.

As investigações realizadas pela PCRR apontaram que, entre os anos de 2012 e 2015, o suspeito praticou o crime diversas vezes com a menina, dos seus sete aos 10 anos de idade. Ele é tio paterno da vítima e padrinho da mãe dela. 

 A materialidade e autoria dos crimes foram comprovadas por diversos documentos, incluindo boletins de ocorrência, relatórios médicos e laudos de exame de corpo de delito.

Durante a fase policial, a vítima descreveu as situações em que o réu a forçava a realizar atos sexualmente explícitos. Conforme a sentença, a denúncia contra ele foi corroborada por testemunhas que observaram comportamentos suspeitos e por laudos periciais que confirmaram sinais de violência sexual.

Após ser localizado e preso, M.N. foi encaminhado para a sede da Polinter, onde passou pelos procedimentos da Polícia Judiciária e , em seguida, foi levado à Audiência de Custódia.
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Polícia Civil apreende adolescente suspeito de ato infracional análogo a estupro de vulnerável

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa) e o NIPD (Núcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas), localizou, na tarde desta quinta-feira, dia 03, uma adolescente de 13 anos, que estava desaparecida. A operação resultou na apreensão de um adolescente de 16 anos, suspeito da prática de ato infracional análogo a estupro de vulnerável, contra a vítima.

De acordo com a diretora do DHPP, Miriam Di Manso, a adolescente estava desaparecida desde o último dia 02, ocasião em que os familiares fizeram o registro de um BO (Boletim de Ocorrência). 

Durante as diligências realizadas pela equipe do DHPP e NIPD, no bairro Treze de Setembro, a vítima foi encontrada nas proximidades de um abrigo. Na ocasião, a adolescente relatou que o infrator, de nacionalidade venezuelana, a levou para uma residência na rua Rio Branco, onde teria abusado dela. A partir dessas informações, os agentes do NIPD, com apoio do DHPP e da DGH (Delegacia Geral de Homicídios), localizaram o suspeito nas imediações de um supermercado no bairro Treze de Setembro.

Diante dos fatos, tanto a vítima quanto o adolescente foram encaminhados à DDIJ (Delegacia de Defesa da Infância e Juventude) para os procedimentos cabíveis. O delegado Leonardo Soares instaurou um AAFAI (Auto de Apreensão em Flagrante de Ato Infracional), e o caso segue sob investigação da unidade especializada.
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Polícia Civil de Roraima e São Paulo desvendam farsa e identificam homem que usava Identidade do primo há 14 anos

Um caso de falsidade ideológica que se arrastava há mais de 14 anos foi finalmente esclarecido graças ao trabalho investigativo da PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do 1⁰ DP ( Distrito Policial), em ação integrada com a Polícia Civil de São Paulo. Desde 2010, o garçom R. P. S., de 44 anos, utilizava ilegalmente a identidade de seu primo "distante", o professor J. R. P., de 46 anos, para trabalhar, abrir contas bancárias e até obter documentos oficiais.

De acordo com informações prestadas pelo delegado que conduziu as investigações, Pedro Ivo, apesar de usar os documentos falsos desde 2010, a fraude só foi descoberta em 2020, quando uma inconsistência nos dados cadastrais do governo de Roraima chamou a atenção dos chefes do setor e encaminharam para investigação na Polícia Civil. 

Durante as investigações verificou-se que existiam dois registros de J. R. P.,  trabalhando no serviço público, um como professor e outro em um cargo comissionado em outra secretaria.

Diante da suspeita de acúmulo indevido de cargos, a Polícia Civil solicitou que o homem apresentasse documentos para esclarecimento. Ele, porém, sumiu sem fornecer qualquer comprovação. O verdadeiro J. R. P.,  chegou a ser ouvido e apresentou
seus documentos.

Foi então que a Polícia Civil iniciou uma investigação aprofundada para desvendar a verdadeira identidade do suspeito e instaurou Inquérito Policial.

Investigação e ação conjunta entre Roraima e São Paulo

A apuração se estendeu por anos, envolvendo análises documentais, perícias especializadas e diligências em diferentes estados. Um dos exames decisivos foi o prosopográfico, que analisa traços faciais para determinar a identidade de um indivíduo.

Com o avanço da investigação, a polícia descobriu que o suspeito, que nunca tinha sido encontrado, havia tirado uma nova carteira de identidade, obtido carteira de habilitação e usado a documentação falsa para diversas finalidades.

Assim que percebeu que a farsa estava prestes a ser descoberta, ele fugiu de Roraima e passou a viver em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Diante dessa fuga, a Polícia Civil de Roraima manteve contato com a Polícia Civil de São Paulo, em Ribeirão Preto, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais, que localizou o suspeito e realizou sua oitiva. Durante o interrogatório, conduzido pelo delegado Eduardo Rodrigues Martinez, o homem confessou que usava o documento do primo distante porque ele tinha bons antecedentes e um melhor currículo, o que lhe facilitava na hora de conseguir emprego.

Para o delegado Pedro Ivo, o trabalho conjunto entre as duas corporações foi essencial para desvendar a fraude.

“Essa investigação exigiu anos de diligências, vez que a pessoa que usava os documentos falsos, até então ninguém conseguia localizar e não se sabia seu verdadeiro nome. O verdadeiro J. R. P., tinha endereço fixo, já tinha sido ouvido e ninguém sabia do paradeiro do farsante. Houve um trabalho minucioso em que realizamos diligências, perícias e outros recursos investigativos. A integração com a Polícia Civil de São Paulo foi fundamental para a identificação real do suspeito e para garantir que ele seja responsabilizado pelos crimes cometidos”, explicou o delegado Pedro Ivo.

Após a identificação do verdadeiro R. P. S., a Polícia Civil confirmou que ele havia assumido completamente a identidade do primo por mais de uma década, beneficiando-se ilegalmente dessa falsificação.

Segundo o delegado, o indiciado responderá, por várias vezes, pelo crime de uso de documento falso e de falsidade ideológica.

"Desde 2020, quando constatou-se que havia duas pessoas com o mesmo nome e todos os dados eram similares, mas às informações curriculares no cadastro deles como servidores eram distintos, é que a Polícia Civil vem tentando esclarecer o caso, que foi prejudicado pelo fato do infrator ter saído de Roraima. Mas, a verdade veio à tona e damos fim a essa farsa e crime que vinha se perpetuando desde 2010", disse o delegado.

Ainda segundo o delegado, o desfecho desse caso demonstra o compromisso da Polícia Civil com a verdade e a Justiça. 

"Foram anos de investigação para desmascarar essa fraude, e o sucesso da operação se deve ao trabalho integrado entre as forças policiais”, concluiu o delegado Pedro Ivo.

Ainda segundo ele, os documentos ideologicamente falsos foram apreendidos, visando cessar a atividade Criminosa do falsário, e será elaborado relatório complementar para viabilizar sua responsabilização criminal.

"Em adendo, serão feitas as comunicações aos órgãos públicos e instituições financeiras que foram enganadas pelo falsário com os documentos ideologicamente falsos para que procedam com os procedimentos administrativos cabíveis", informou.

DA REDAÇÃO

Categoria:Polícia

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