PREVENÇÃO E CIDADANIA: Projeto Educar é Prevenir orienta estudantes sobre violência e rede de apoio
Encerramento da 67ª edição ocorreu no CEM Carlo Casadio e abordou segurança na internet, relacionamentos e situações de abuso / Foto: Eduardo Andrade /
Estudantes do Colégio Estadual Militarizado Professor Carlo Casadio, localizado no bairro Cinturão Verde, participaram, nesta sexta-feira (18), do encerramento da 67ª edição do projeto Educar é Prevenir, desenvolvido pelo Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR). A ação levou à comunidade escolar orientações sobre violência, abuso, tráfico de pessoas, relacionamentos e riscos no ambiente virtual.
Esta foi a segunda vez que o projeto esteve na instituição. A primeira edição ocorreu em 2023. Durante a semana, alunos e profissionais da escola participaram de atividades voltadas à identificação de situações de risco e sobre como denunciar casos de violência.
A diretora do PDDHC, Socorro Santos, destacou os temas abordados com os adolescentes, entre eles, os relacionamentos e a segurança na internet. “Falamos sobre a questão do namoro, para prestar atenção nas violências que acontecem dentro de uma relação que você nem percebe. E também reforçamos as questões da internet, dos convites”, comentou.
Socorro também citou a atuação do programa em um caso recente envolvendo uma roraimense que estava no exterior e recebeu auxílio para retornar ao Brasil. Segundo ela, a orientação e a articulação da rede de proteção podem contribuir mesmo quando a vítima está distante.
“A gente teve um caso que a gente conseguiu resgatar a moça. Chegou no Brasil hoje. E esse resgate nos faz refletir sobre o trabalho. Mesmo à distância, a gente consegue fazer uma interferência, salvar uma vida. A informação salva vidas”, destacou.
Para o diretor do CEM Carlo Casadio, Frank Lau, a presença do projeto amplia o acesso dos estudantes aos canais de denúncia e ajuda a comunidade escolar a saber como agir diante de uma situação de violência.
“Para nós é muito importante porque é um alerta. Eles trazem um mecanismo de acesso para denúncia de violência, de tráfico de pessoas e de combate principalmente à violência contra a mulher. Indicam os caminhos a serem adotados em caso de conhecimento, mesmo que seja feito por meio de denúncia anônima”, avaliou.
Entre os conteúdos trabalhados durante a semana, os estudantes também receberam orientações sobre os riscos presentes em jogos online, sites e aplicativos. A líder de turma e estudante do segundo ano do ensino médio, Eliza Aguiar, de 16 anos, disse que as atividades ajudam a identificar estratégias utilizadas por abusadores no ambiente virtual. Ela acredita que os pais ou responsáveis devem acompanhar o uso das redes sociais por crianças e adolescentes.
“Eu sempre tomei muito cuidado com minhas redes sociais, são privadas. Então, eu acredito que toda criança deveria ter rede social privada e os pais deveriam dar uma olhada”, comentou.
Como buscar ajuda
A inspetora Herlane Salazar, da Guarda Municipal de Boa Vista e integrante da Patrulha Maria da Penha, também participou da programação e explicou aos alunos como funciona o atendimento em situações de violência contra a mulher. Para ela, conhecer os canais de atendimento desde cedo pode ajudar jovens e adolescentes a reconhecer situações de violência e procurar apoio.
“O público mais jovem é de suma importância para esse conhecimento, para que elas possam realmente buscar ajuda em um momento de violência ao qual estejam passando ou tenham conhecimento da prática de tal acontecimento”, ressaltou.
Em situações de emergência, a orientação é ligar para 190, da Polícia Militar, ou 180, para atendimento e orientação sobre violência contra a mulher. Também estão disponíveis o para denúncias de violações de direitos humanos: o Disque 100; 181, da Polícia Civil; 191, da Polícia Rodoviária Federal; e 3621-1516, da Polícia Federal.
O PDDHC também recebe denúncias e oferece orientações pelo telefone (95) 98402-1493. O programa funciona na Avenida Surumu, nº 1170, bairro São Vicente. Outra forma de contato são os e-mails: programapdhc@gmail.com e traficodepessoas.rr@gmail.com.
Palestras nas escolas
O projeto “Educar é Prevenir” tem como finalidade promover o empoderamento da comunidade escolar, incluindo gestores, corpo discente e docente, servidores efetivos e terceirizados, além da comunidade em geral. A iniciativa busca capacitá-los para atuar no enfrentamento ao tráfico de pessoas e às suas diversas modalidades. As ações são realizadas em escolas de ensino médio do Estado de Roraima.
MONICA GISELE




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