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EM SÃO PAULO: Investigação da Polícia Civil resulta na prisão de foragido de Roraima

Publicada em: 14/01/2026 13:10 -

Ele usava identidade falsa e atuava em vários estados; foi preso no bairro Itaquera, na zona Leste da capital paulista / Foto: Ascom/PCRR /

Uma investigação conduzida pela PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do NI (Núcleo de Inteligência), resultou na prisão, no estado de São Paulo, de um foragido da Justiça de Roraima que utilizava identidade falsa para se ocultar e continuar praticando crimes em diferentes regiões do país. A prisão foi realizada pela PCSP (Polícia Civil de São Paulo), por meio do DOPE (Departamento de Operações Policiais Estratégicas), da 1ª Delegacia de Polícia de Capturas e do GARRA (Grupo Armado de Repressão a Roubos), após solicitação de apoio da Polícia Civil roraimense. O foragido foi localizado e preso no bairro Itaquera, na zona Leste da capital paulista.

O investigado é E. S. S., de 45 anos, que após fugir de Roraima passou a se apresentar como F. P. F., de 42 anos, utilizando documentos falsos para evitar a responsabilização penal.

Crimes em Roraima

As investigações apontam que E. S. S. esteve envolvido em dois crimes graves praticados em Roraima.

O primeiro ocorreu no dia 9 de dezembro de 2003, por volta de 1h10, quando o investigado participou de um roubo à Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social), em Boa Vista. Na ocasião, o grupo criminoso subtraiu cofres contendo dinheiro e documentos oficiais, mediante grave ameaça exercida com o emprego de arma de fogo contra o vigilante do órgão público.

O segundo crime ocorreu no dia 18 de novembro de 2004, também em Boa Vista, quando E. S. S. esteve envolvido em uma tentativa de homicídio tendo como vítima um militar, que foi atingido por disparo de arma de fogo e agredido durante a ação criminosa.

Após este último crime, o investigado fugiu de Roraima, iniciando uma trajetória marcada por mudança de identidade, deslocamentos interestaduais e reincidência criminosa.

Prisão por tráfico no Rio de Janeiro

Já utilizando a identidade falsa de F. P. F., o investigado E. S. S. foi preso no dia 6 de setembro de 2017, no estado do Rio de Janeiro, durante uma ação policial que resultou na apreensão de grande quantidade de entorpecentes.

Na ocasião, ele atuava como batedor, função comum em organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas, sendo responsável por alertar comparsas sobre a presença de fiscalizações policiais.

A prisão levantou fortes indícios de falsidade ideológica, diante das inconsistências nos documentos apresentados, o que motivou o aprofundamento das apurações por órgãos de segurança.

Atuação em São Paulo e empresa em nome falso

Posteriormente, o investigado, já em liberdade, estabeleceu-se no estado de São Paulo, onde passou a viver sob a identidade falsa de F. P. F. No local, chegou a abrir uma empresa no ramo de transporte, fato que se tornou determinante para sua localização, ao chamar a atenção dos investigadores durante o cruzamento de informações.

Recentemente, uma equipe da Polícia Federal, ao alimentar o banco de dados de foragidos de Roraima, inseriu o mandado de prisão de E. S. S. e, com o avanço das análises, surgiram coincidências entre o foragido de Roraima e o homem preso anteriormente no Rio de Janeiro, reforçando a suspeita de que se tratava da mesma pessoa.

Confirmação da identidade e prisão

Diante dos indícios, a equipe da Polícia Federal repassou as informações ao Núcleo de Inteligência da PCRR, que, por sua vez solicitou apoio técnico ao IIOC (Instituto de Identificação Odílio Cruz).

De acordo com o chefe do NI, Ricardo Pedrosa, a equipe do Instituto de Identificação realizou exames especializados e o resultado foi conclusivo, confirmando que E. S. S. e F. P. F. eram a mesma pessoa.

Com a identidade verdadeira confirmada, os policiais civis de Roraima realizaram diligências e confirmaram o que o investigado estava morando no Estado de São Paulo.

“A Polícia Civil de Roraima solicitou apoio à Polícia Civil de São Paulo, que passou a conduzir as diligências em território paulista. A operação foi então deflagrada pelo DOPE, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Capturas e do GARRA, culminando na prisão do foragido”, explicou Ricardo Pedrosa.

Ainda segundo ele, a operação em São Paulo foi conduzida pelo chefe da Divisão de Capturas, delegado Mitiaki Yamamoto, com apoio dos investigadores do GARRA e DOPE.

Integração e inteligência policial

Para Ricardo Pedrosa, o caso demonstra a importância da integração entre as forças de segurança pública, aliada ao trabalho de inteligência policial, análise de dados e identificação civil, para localizar criminosos que atuam de forma interestadual e utilizam identidades falsas como estratégia para escapar da Justiça.

“Após mais de duas décadas desde os crimes praticados em Roraima, o investigado foi localizado e preso, encerrando uma trajetória marcada por violência, roubo, tráfico de drogas, fraude documental e reincidência criminal”, disse.

Ainda segundo Pedrosa, a Justiça de Roraima será comunicada da prisão do investigado, para que possa ser realizado seu recambiamento a Roraima.
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NO CANTÁ
Polícia Civil prende dupla suspeita de feminicídio na Vila Serra Grande I

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da Delegacia de Polícia do município de Cantá, com apoio de policiais civis do município de Bonfim, cumpriu nesta terça-feira, dia 13, dois mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar contra O. M. R. e L. A. S., ambos de 23 anos.

Eles são apontados como os principais suspeitos do feminicídio de Inara Santos da Silva, de 47 anos, ocorrido no dia 28 de novembro de 2025, no Sítio São José, localizado na Vila Serra Grande I, zona rural do município de Cantá.

Após o crime, foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias, autoria e motivação do fato.

De acordo com o delegado adjunto da Delegacia de Polícia de Cantá, Rhaynner Veras, que presidiu as investigações, o caso foi inicialmente registrado como homicídio simples e, com o avanço das diligências, passou a ser tipificado como feminicídio.

“O crime ocorreu entre a tarde e a noite do dia 28 de novembro. A vítima foi encontrada caída de bruços, com múltiplas lesões perfurocortantes na região da cabeça e do pescoço, além de grande quantidade de sangue ao redor do corpo”, explicou o delegado.

Inicialmente, a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência. Os dois investigados relataram à polícia que teriam encontrado o corpo por acaso, enquanto se deslocavam para ligar bombas de irrigação. Eles admitiram que haviam ingerido bebidas alcoólicas com a vítima horas antes, em um bar da região, mas alegaram que ela teria retornado sozinha ao sítio. Diante da ausência de flagrante, testemunhas oculares e instrumentos do crime naquele momento, os suspeitos foram liberados para que as investigações prosseguissem.

“Com o aprofundamento das diligências, reunimos novos elementos de prova que contradisseram a versão inicial apresentada pelos investigados. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores indicaram que a vítima e os dois suspeitos seguiram juntos em direção a uma área próxima à lagoa, sem que houvesse retorno da vítima do local”, apontou o delegado.

Outro ponto relevante, de acordo com o delegado, foi o depoimento da mãe de um dos investigados, que afirmou que o filho teria confessado a presença no local do crime e atribuído a autoria das facadas ao outro suspeito. Em interrogatórios posteriores, realizados em dezembro de 2025, ambos passaram a apresentar versões conflitantes, com acusações mútuas sobre quem teria desferido o golpe fatal.

Ainda segundo o delegado Rhaynner Veras, ao longo das apurações foram apreendidos elementos considerados fundamentais para a instrução do inquérito, entre eles a faca, apontada como uma das armas utilizadas no crime, além de um aparelho celular pertencente a um dos investigados. Os materiais foram encaminhados ao ICPDA (Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida), para perícia técnica e análise de dados, mediante autorização judicial, com o objetivo de verificar a presença de vestígios de sangue humano e subsidiar o esclarecimento dos fatos.

“A linha investigativa aponta que o crime foi motivado por uma discussão relacionada pela recusa da vítima em manter relações sexuais com os investigados. Também foram requisitados exame necroscópico, perícia no local do crime e a análise de vestimentas que apresentavam possíveis manchas de sangue”, explicou.

O delegado representou pela prisão preventiva dos investigados, que foi deferida na segunda-feira, dia 12, pelo Poder Judiciário.

“Como eram dois alvos, solicitamos apoio da equipe de policiais do Bonfim. Na manhã desta terça-feira, menos de 24 horas após a prisão ter sido decretada pela Justiça, montamos uma operação integrada e prendemos os investigados. Eles foram localizados e presos na região da Serra Grande I”, disse o delegado.

Durante o cumprimento dos mandados, o investigado L. A. S. conduziu a equipe policial até o local onde a faca utilizada no crime estava escondida, possibilitando a apreensão da arma branca, que se encontrava em uma plantação de feijão na região.

Os investigados foram conduzidos à Delegacia de Polícia do município de Cantá, onde tiveram os mandados de prisão preventiva formalizados.

Segundo o delegado Rhaynner Veras, desde o início, os investigados tentaram simular que não teriam qualquer participação no fato, alegando que apenas teriam encontrado o corpo da vítima. No entanto, o conjunto probatório produzido ao longo das investigações demonstrou que ambos estiveram no local do crime e participaram diretamente da ação criminosa, praticada por motivo fútil.

O delegado ressaltou ainda que o trabalho investigativo foi contínuo, técnico e minucioso, envolvendo análise de imagens, oitivas de testemunhas, perícias e apreensão de elementos materiais, o que permitiu a completa elucidação do caso.

“Para a Polícia Civil, trata-se de um crime totalmente esclarecido. As investigações apontam de forma clara a participação dos dois investigados no feminicídio, cometidos com extrema violência contra a vítima”, concluiu.

Os presos foram apresentados na audiência de custódia ainda pela manhã. As prisões foram homologadas e os dois encaminhados ao Sistema Prisional.
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Polícia Civil de Roraima prende ambulante condenado por tentativa de homicídio qualificado

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do NI (Núcleo de Inteligência) e da Polinter (Delegacia de Polícia Interestadual), cumpriu nesta segunda-feira, dia 12, um mandado de prisão decorrente de sentença condenatória em desfavor do ambulante A. G. S., de 61 anos, condenado pelo crime de tentativa de homicídio qualificado. O crime foi praticado em 25 de julho de 2014.

O mandado foi cumprido por uma equipe do NI, que localizou o condenado e realizou a prisão. Em seguida, ele foi conduzido e apresentado na Polinter para os procedimentos legais.

O crime ocorreu no bairro Pricumã. Na ocasião, o acusado utilizou um facão para atacar a vítima, que à época tinha 65 anos. A vítima sofreu ferimentos graves, resultando na perda dos movimentos dos dedos da mão.

De acordo com a denúncia oferecida pelo MPRR (Ministério Público de Roraima), apurou-se que, no mesmo dia do crime, por volta das 15h, a vítima dirigiu-se ao comércio do denunciado, localizado na Feira do Produtor, e solicitou que ele reduzisse o volume do som. Nesse momento, houve uma discussão e a vítima foi agredida pelo acusado.

Após o ocorrido, a vítima registrou um Boletim de Ocorrência na Central de Flagrantes e retornou para sua residência. Contudo, por volta das 18h30, foi surpreendida pelo acusado, que invadiu o imóvel e desferiu diversos golpes de arma branca, dificultando qualquer possibilidade de defesa.

Consta ainda que o denunciado agiu com a intenção de matar a vítima, não consumando o homicídio por circunstâncias alheias à sua vontade, uma vez que acreditou que a vítima já estivesse morta.

A sentença judicial reconheceu as qualificadoras do motivo fútil e do emprego de meio que dificultou a defesa da vítima. Conforme os autos, o crime foi motivado unicamente pelo pedido para que o volume do som fosse reduzido, além de ter sido praticado contra uma pessoa idosa, surpreendida dentro de sua própria residência.

Em agosto de 2019, o réu foi condenado pelo Tribunal do Júri pelo crime de homicídio qualificado na forma tentada e por motivo fútil. A pena aplicada foi de 14 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, a ser cumprida em regime fechado.

Após a formalização da prisão, o homem foi apresentado na manhã desta terça-feira, dia 13, em Audiência de Custódia.

DA REDAÇÃO

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