O furto ocorreu no dia 6 de agosto, quando criminosos levaram joias avaliadas entre R$ 250 mil e R$ 300 mil / Foto: Ascom/PCRR /
A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do 1º DP (Distrito Policial), em ação integrada com o 4º DP, o DEINT (Departamento de Inteligência) da SESP (Secretaria de Segurança Pública) e a Força Tática da PMRR (Polícia Militar do Estado de Roraima), deflagrou entre a tarde desta quarta-feira, dia 20, e a manhã desta quinta-feira, 21, a operação “Histórico Criminoso”, que resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão domiciliar.
A ação, realizada no bairro Caimbé, teve como objetivo esclarecer o furto ocorrido no dia 6 de agosto em uma joalheria localizada no Centro de Boa Vista, quando criminosos levaram correntes de ouro branco, peças em prata e joias com brilhantes, avaliadas entre R$ 250 mil e R$ 300 mil.
De acordo com o delegado titular do 1º DP, Vinícius Souza, os criminosos cortaram a grade de ferro de proteção e quebraram o vidro da entrada principal para ter acesso ao interior da loja.
Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação criminosa: um dos investigados permaneceu na parte externa observando a movimentação, outro entrou na joalheria e recolheu as joias, enquanto o terceiro aguardava em um veículo branco utilizado na fuga.
"A operação é fruto de um trabalho investigativo, que permitiu identificar os envolvidos e reunir provas para a expedição dos mandados judiciais. A Polícia Civil continua com diligências para recuperar os bens furtados e responsabilizar todos os integrantes do grupo criminoso”, destacou o delegado.
HISTÓRICO CRIMINOSO
Segundo o delegado, os suspeitos possuem extenso histórico criminal de roubos e furtos praticados em Boa Vista. Por essa razão, a operação recebeu o nome de Histórico Criminoso.
"Essa operação foi específica para esclarecer esse crime, ocorrido na joalheria. No entanto, as investigações apontam que esse grupo criminoso é responsável por vários outros roubos e furtos ocorridos em Boa Vista. A investigação entra numa nova fase agora e, somente quando cruzarmos todas as informações da atuação desses suspeitos é que vamos responsabilizar cada um, conforme os crimes praticados. As investigações prosseguem, com foco em esclarecer totalmente o caso e coibir a prática de crimes patrimoniais que afetam diretamente comerciantes e a população em geral", ressaltou o delegado.
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APÓS JULGAMENTO
investigação da Polícia Civil em Rorainópolis leva à condenação de autor de homicídio
Um trabalho de investigação minucioso realizado pela PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da Delegacia de Rorainópolis, resultou na condenação de T.D.S.R., de 28 anos, pelo homicídio qualificado de Mário Eduardo Lopes dos Santos, de 18 anos, ocorrido em 2 de maio de 2018, na vicinal 15, da Vila Nova Colina, região sul do Estado.
O crime foi cometido de forma brutal, quando o acusado, acompanhado de um adolescente e de outros indivíduos não identificados, surpreendeu a vítima em um sítio abandonado. Mario Eduardo foi rendido e morto com diversos golpes de terçado, em razão de uma disputa entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas na localidade.
Segundo informações da delegada que presidiu as investigações, Suébia Cardoso, desde o início, a investigação enfrentou desafios na identificação dos autores. Entretanto, o empenho da equipe policial e a atuação técnica do Instituto de Criminalística foram determinantes para a elucidação do caso.
"Um vídeo divulgado à época por integrantes da facção criminosa mostrou parte da ação, registrando a presença de um agressor com uma tatuagem no pulso. Ou seja, a crueldade foi tão grande que os criminosos registraram, em vídeo, todo o crime e ainda compartilharam, causando medo na população", detalhou a delegada.
Meses após o crime, segundo a delegada, o suspeito T.D.S.R. chegou a ser preso em flagrante por tráfico de drogas, e, na Delegacia, os policiais de Rorainópolis reconheceram a tatuagem que ele tinha no antebraço, como sendo a mesma que aparecia no vídeo.
"Ao ser interrogado sobre essa situação, ele negou. No entanto, encaminhamos o vídeo para análise pericial e solicitamos que houvesse uma comparação com a tatuagem do suspeito com a que aparecia no vídeo" lembrou a delegada.
Peritos criminais do ICPDA (Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida) analisaram as imagens e, por meio de comparação pericial, confirmaram que a marca corporal correspondia ao acusado.
"Essa prova técnica foi fundamental para a conclusão do inquérito, conduzido naquele momento em Rorainópolis. Mesmo diante das negativas apresentadas pelo investigado, a perícia científica foi decisiva para comprovar sua participação no crime. Esse trabalho conjunto entre investigação policial e exame técnico demonstra a eficiência da Polícia Civil no esclarecimento de crimes graves e na busca por justiça às vítimas”, destacou a delegada.
Ainda durante a instrução processual, o Ministério Público ofereceu denúncia, e o acusado foi submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Na decisão, a Justiça reconheceu a materialidade e a autoria do crime, condenando T.D.S.R. a 20 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado, além de 10 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, organização criminosa e corrupção de menor.
Para a delegada que atuou no caso, a condenação representa a efetividade do trabalho investigativo e pericial, além do compromisso da instituição com a sociedade.
'Esse é um exemplo de caso emblemático, em que o empenho da equipe policial, aliado ao trabalho técnico da perícia, garantiu que o crime não ficasse impune. É uma resposta da Polícia Civil de Roraima à altura da gravidade do fato”, concluiu a delegada Suébia.
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POLINTER
Polícia Civil cumpre mandado de prisão definitiva de jovem condenado por roubo
A PCRR (Polícia Civil de Roraima) por meio da Polinter (Delegacia de Polícia Interestadual) cumpriu nesta quarta-feira, dia 20, no bairro Caranã, o mandado de prisão definitiva de J.W.M.N., de 21 anos, condenado por roubo qualificado com emprego de arma de fogo. O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal do TJRR (Tribunal de Justiça do Estado de Roraima) e o réu foi sentenciado a 5 anos e 4 meses de reclusão, em regime semiaberto.
A ação policial para localizar e prender o acusado foi coordenada pelo delegado titular da Polinter, Alexandre Matos. A prisão ocorreu após denúncias de que o suspeito estaria nas dependências do Fórum Criminal.
De acordo com os autos, o crime ocorreu em dezembro de 2023, em um balneário localizado no bairro São Bento. Dois jovens estavam no local com suas bicicletas, quando foram surpreendidos por J.W.M.N., de 21 anos, juntamente com seu tio R.M.P., de 27 anos, que anunciaram o roubo portando uma suposta arma de fogo e empregando fuga em seguida.
As vítimas foram constrangidas pelos suspeitos que levaram suas bicicletas. Após o roubo, as vítimas correram até a BR-174 e conseguiram ajuda de uma guarnição da PRF (Polícia Rodoviária Federal) que passava no momento. Os policiais, após diligências, conseguiram alcançar um dos suspeitos, o J.W.M.N., de 21 anos, ainda portando a bicicleta roubada, sem a companhia do comparsa, que conseguiu fugir.
Em depoimento, o suspeito informou que toda execução do crime foi planejada pelo seu tio, incluindo a arma de fogo. As vítimas reconheceram o suspeito sendo um dos autores do crime, o que fundamentou o APF (Auto de Prisão em Flagrante).
A Justiça recebeu a denúncia, processou o réu e, ao final da instrução, o condenou. Com o trânsito em julgado da sentença, foi expedido o mandado de prisão definitiva, cumprido pela equipe da Polinter.
O homem foi apresentado nesta quinta-feira, dia 21, na Audiência de Custódia.
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OPERAÇÃO SHAMAR
Polícia Civil cumpre mandado de prisão e busca e apreensão contra homem acusado de violência doméstica
Diligências realizadas pela PCRR (Polícia Civil de Roraima), por intermédio da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) resultaram no cumprimento, nesta quinta-feira, dia 21, do mandado de prisão preventiva em desfavor de R.C.G., de 40 anos, e de busca e apreensão domiciliar, por violência doméstica contra a ex-companheira de 34 anos. A prisão foi cumprida no condomínio Vila Jardim, no bairro Cidade Satélite e faz parte das ações inseridas na Operação Shamar.
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 1ª vara de Juizado de Violência Doméstica do TJRR (Tribunal de Justiça de Roraima). O mandado de prisão foi realizado no condomínio Vila Jardim e o de busca e apreensão domiciliar em um imóvel no bairro Alvorada, onde foi apreendido o celular do investigado.
De acordo com informações prestadas pela titular da DEAM, Clarissa Pinheiro, a vítima havia registrado três B.Os (Boletins de ocorrências) seguidos no final do mês de julho deste ano. Na ocorrência, a mulher relatou que o homem cometeu os crimes de violação de domicílio, injúria, difamação, vias de fato, ameaça e divulgação de imagens íntimas.
Em relato, a vítima afirmou que soube através das filhas de 12 e 11 anos que R.C.G. estaria divulgando vídeos de caráter íntimo dela, para membros da congregação religiosa em que frequenta. Além disso, as testemunhas, que são filhas do acusado, relataram que o homem ameaçou divulgar os vídeos em redes sociais.
Em fevereiro deste ano, a vítima procurou a unidade policial e denunciou que sofreu violência física, com tapas, socos, chutes e puxões de cabelo, e violência moral, com ofensas e xingamentos. Na ocasião, a mulher solicitou MPU (Medida Protetiva de Urgência). Ainda de acordo com ela, não foi a primeira vez que R.C.G. pratica os crimes, e que viveram maritalmente durante 12 anos, mas estão separados há cinco meses.
Diante das investigações, o Ministério Público representou pela prisão preventiva do acusado e a busca e apreensão de equipamentos eletrônicos de armazenamento de dados.
O homem foi localizado, preso e conduzido à sede da DEAM, onde foi formalizada a prisão. Ele será apresentado nesta sexta-feira, dia 22, na Audiência de Custódia.
DA REDAÇÃO