MESMO QUE BREVE: Exposição em Boa Vista dá visibilidade a histórias de amor, memória e despedida
Evento gratuito reúne fotografias, música, dança, teatro e experiências audiovisuais para sensibilizar sobre o luto materno e familiar e a humanização do cuidado
Algumas vidas duram apenas alguns instantes, mas deixam marcas que permanecem para sempre! É com essa proposta que a exposição “Mesmo que breve” será realizada em Boa Vista no dia 16 de outubro, sexta-feira, das 9h às 18h, no Centro Amazônico de Fronteiras da Universidade Federal de Roraima (CAF/UFRR). Com entrada gratuita, o evento convida a sociedade a conhecer, por meio de 32 fotografias, de 2 metros cada, histórias de famílias acolhidas pelo projeto Filhos Invisíveis.
A programação reúne também apresentações musicais, dança, teatro e produções audiovisuais para abordar o luto materno e familiar, a preservação das memórias e a importância de reconhecer a história de cada criança, independente do tempo de vida. A abertura está prevista para às 9h, no hall de entrada do CAF, logo em seguida, na sala de cinema, ocorre uma meditação guiada ao som de violoncelo.
A exposição é organizada por Jade Forechi, médica formada pela UFRR e escritora, e Yasmin Denizard, dentista e fotógrafa. “Planejamos com muito carinho a exposição, com base nas nossas experiências pessoais, e, para homenagear nossos amados filhos”, disse Jade que vivenciou a perda de Ágatha, Pedro, Miguel e Raul.
Yasmin também enfrentou a morte de sua filha Cecília. “A partir das nossas vivências, nós duas passamos a desenvolver ações de acolhimento e valorização das histórias de famílias que enfrentaram a perda de seus bebês”, conta a fotógrafa sobre a atuação do grupo.
A última memória
No período da tarde, a partir das 16h30, ocorre a aula principal intitulada “A última memória”. O momento será conduzido pelas organizadoras que compartilharão suas vivências, relatos de outras mães e como foram feitos os registros fotográficos. A participação é limitada a 120 pessoas e as inscrições devem ser feitas neste link.
“Além da dimensão artística, pretendemos ampliar o debate sobre políticas públicas para famílias enlutadas e a saúde mental materna”, destaca a curadora das fotografias, Yasmin Denizard.
Outro destaque da programação é a narrativa audiovisual “Eles Estiveram Aqui”, que reúne imagens, vozes e memórias de famílias acolhidas.
“A proposta é registrar histórias que muitas vezes não encontram espaço para serem compartilhadas e contribuir para que essas experiências sejam reconhecidas socialmente”, explica Jade.
A realização do evento conta com contribuições financeiras de empresas, instituições e parceiros, além de recursos obtidos por meio de uma rifa solidária. O projeto não recebe recursos de políticos e de campanhas partidárias.
Apoiadores
A realização da exposição “Mesmo que breve” conta com a colaboração de empresas, instituições e profissionais de diferentes áreas, que se uniram à iniciativa para tornar o evento possível e contribuir com as ações do projeto Filhos Invisíveis.
Entre os apoiadores e colaboradores que já fazem parte dessa rede estão:
UFRR; Ecoart Soluções; Daniel Venturella (empresário); André Coelho (cirurgião pediátrico); Os Denizards; Cia. Cloche; Amarílis; Segnos; Gustavo Chaves (cantor); Dudu do Sax (músico); Flor do Sol; Inaia Ateliê; Yoga Ridi; Angel’s; Feira Criativa; Orsolu; Beatriz Martins (storymaker); Daniela Souza Araújo (ginecologista e obstetra); Ruben Esteban (ginecologista e obstetra); Raimundo Carlos de Sousa (médico de família e comunidade); Ana Paula Neves (pediatra); Simone M. Sanches (pediatra); Loraine de Liz (pediatra); Vanessa Gama (ginecologista e obstetra); Felipe Medeiros (assessor de comunicação); e Beatriz Prill (mestre de cerimônias).
Como apoiar
Empresas, instituições e profissionais interessados em contribuir com a exposição ou com a continuidade das ações do projeto Filhos Invisíveis podem entrar em contato com a organização. As possibilidades de parceria e divulgação de marcas seguem os critérios definidos para o evento e as normas da instituição anfitriã.
Além de promover a exposição, o projeto Filhos Invisíveis busca apoio para ampliar suas ações de acolhimento em Roraima. Os recursos arrecadados são destinados à aquisição de caixas de memórias entregues às famílias atendidas. A iniciativa tem como objetivo oferecer um meio de guardar recordações e preservar a história de cada criança.
FELIPE MEDEIROS




Comentários