SÃO JOÃO DA BALIZA: Polícia Civil de Roraima prende homem investigado por estupro da enteada
Os abusos teriam começado aproximadamente um mês depois que a adolescente passou a morar com a mãe, em maio de 2026
A PCRR (Polícia Civil de Roraima) prendeu, na quarta-feira (7), em São João da Baliza, o eletricista J.S., de 40 anos, investigado por estupro contra a própria enteada, uma adolescente de 17 anos. Segundo as investigações, a violência sexual teria ocorrido de forma reiterada dentro do ambiente familiar e resultou na gravidez da adolescente, que posteriormente sofreu um aborto espontâneo e precisou permanecer internada por três dias. Após o afastamento da vítima da residência, o investigado ainda teria passado a persegui-la.
De acordo com o delegado titular da Delegacia de Polícia de São João da Baliza, Ricardo André Mendes, a adolescente passou a morar com a mãe no dia 15 de maio de 2026.
Os abusos teriam começado aproximadamente um mês depois, segundo o relato apresentado à Polícia Civil. O investigado teria passado a entrar repetidamente no quarto da adolescente durante o período da manhã, aproveitando-se do fato de que não havia tranca e de momentos em que ela estava dormindo.
Ainda segundo o delegado, os abusos teriam ocorrido em aproximadamente cinco ou seis ocasiões, mediante uso de força física e sem consentimento.
O investigado também teria feito ameaças e intimidações para impedir que a adolescente contasse à mãe o que estava acontecendo.
Durante o período em que os abusos teriam ocorrido, a adolescente engravidou. A gestação foi confirmada por meio de um teste realizado com auxílio de um amigo. A mãe tomou conhecimento da situação por intermédio do filho mais velho da vítima e confrontou o investigado, que teria alegado que a relação era consensual, versão contestada pela adolescente.
Posteriormente, a adolescente sofreu um aborto espontâneo e precisou permanecer internada por três dias. Após a intervenção do Conselho Tutelar de São João da Baliza, ela foi retirada da residência onde vivia com a mãe e o investigado, passando, assim, a residir na casa da avó.
Mesmo após deixar a residência, conforme os relatos reunidos durante a investigação, a adolescente teria continuado sendo perseguida pelo investigado no trajeto para a escola e nas proximidades de onde passou a morar. A situação teria provocado medo e insegurança na vítima.
Segundo o delegado, a Polícia Civil reuniu relatos da vítima e de familiares, além de documentos encaminhados pelo Conselho Tutelar, para esclarecer a dinâmica dos fatos.
“A investigação foi conduzida de forma cuidadosa, principalmente em razão da vulnerabilidade da vítima. Foram realizadas diligências para esclarecer os fatos, ouvir a vítima e testemunhas e reunir os elementos necessários para subsidiar a representação pela prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça e posteriormente cumprida pela equipe policial”, informou o delegado.
Durante a investigação, a Polícia Civil realizou oitivas da vítima, de testemunhas e familiares, além de diligências e levantamentos a partir das informações encaminhadas pelo Conselho Tutelar.
Também foram considerados os relatos relacionados à gravidez, ao aborto espontâneo e à internação da adolescente.
Com base nas diligências realizadas, o delegado Ricardo André Mendes representou pela prisão preventiva de J.S. A medida foi deferida pela Justiça diante dos elementos reunidos na investigação e da necessidade de proteger a vítima, garantir a ordem pública e preservar a instrução criminal.
Além do mandado de prisão preventiva relacionado à investigação criminal, J.S. também possuía um segundo mandado de prisão, de natureza civil, por dívida de pensão alimentícia, expedido em processo distinto. Conforme o documento judicial, o débito indicado era de R$ 2.858,46, referente ao período de julho de 2024 a abril de 2025.
Após a prisão, realizada na sede do município, o investigado foi apresentado na Delegacia de Polícia de São João da Baliza, onde os dois mandados de prisão foram formalizados. Posteriormente, ele foi encaminhado à audiência de custódia e segue à disposição da Justiça.
DA REDAÇÃO




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