O homicídio de Jeremix Arturo Gonzalez Gonzalez, de 24 anos, ocorreu na madrugada do dia 20 de junho, no bairro Senador Hélio Campos / Foto: Ascom/PCRR /
Nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (17), a PCRR (Polícia Civil de Roraima) deflagrou a Operação Contravigília, em Boa Vista, para dar cumprimento a dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária relacionados à investigação do homicídio de Jeremix Arturo Gonzalez Gonzalez, de 24 anos, ocorrido na madrugada do dia 20 de junho, no bairro Senador Hélio Campos. A ação foi coordenada pela DGH (Delegacia-Geral de Homicídios) e também resultou na prisão em flagrante de A.G.T.U., de 34 anos, por posse de munição de arma de fogo.
O homicídio ocorreu nas proximidades de uma distribuidora de bebidas. Na ocasião, a equipe da DGH foi acionada pelo CICC (Centro Integrado de Comando e Controle) para atender à ocorrência. No local, os policiais encontraram Jeremix caído e ferido por disparos de arma de fogo. A área foi isolada e equipes do CBMRR (Corpo de Bombeiros Militar de Roraima) e do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) também compareceram, sendo constatado o óbito.
A partir do atendimento inicial, a DGH iniciou a investigação para esclarecer as circunstâncias do homicídio e identificar os envolvidos. Segundo o delegado Thiago Alexandre, responsável pela investigação, o trabalho desenvolvido desde os primeiros momentos permitiu avançar gradativamente na reconstrução da dinâmica do crime e na identificação dos participantes.
“Desde o início, buscamos esclarecer não apenas quem praticou os atos diretamente relacionados ao homicídio, mas também a participação de cada envolvido na preparação e execução do crime. O aprofundamento da investigação permitiu chegar aos elementos necessários para as medidas cumpridas nesta manhã”, explicou o delegado.
Conforme apurado pela Polícia Civil, a ação criminosa foi previamente planejada e executada de forma coordenada por, ao menos, cinco pessoas, que teriam desempenhado diferentes funções. Entre os investigados está E.R.F.Q., de 32 anos, apontado como responsável pelo monitoramento da vítima e pelo apoio logístico à execução do homicídio.
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, o delegado representou pelas medidas judiciais, que foram autorizadas pela Justiça e cumpridas nesta segunda-feira. E.R.F.Q. foi preso temporariamente durante a operação, para garantir o andamento das diligências e permitir o aprofundamento da apuração sobre a participação do investigado no crime.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, A.G.T.U., de 34 anos, também foi preso em flagrante por posse de munição de arma de fogo.
O delegado Thiago Alexandre destacou que a operação representa mais uma etapa da investigação e que o trabalho ainda não foi concluído.
“Chegamos a esta etapa a partir de um trabalho contínuo de investigação e análise dos elementos reunidos ao longo da apuração. Ainda temos diligências a cumprir para esclarecer completamente o homicídio e individualizar a responsabilidade de todos os envolvidos”, afirmou.
As investigações continuam, segundo o delegado, para identificar e responsabilizar os demais participantes, incluindo aqueles que tiveram atuação direta na execução do homicídio e outros envolvidos na preparação e apoio à ação criminosa.
A Operação Contravigília contou com a participação das equipes da SIOP (Seção de Investigação e Operação) e do SEAIC (Setor de Análise e Investigação Criminal) da DGH, sob a presidência do delegado Thiago Alexandre, com atuação dos delegados João Evangelista e Carlos Henrique.
O nome da operação faz referência à própria dinâmica identificada na investigação. Segundo o delegado Thiago Alexandre, o grupo teria monitorado a vítima durante várias horas antes do homicídio. Com o avanço da apuração, a lógica se inverteu: a Polícia Civil passou a acompanhar os passos dos investigados até reunir elementos que permitissem chegar às medidas judiciais cumpridas nesta segunda-feira.
DA REDAÇÃO

