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Polícias Civis de Roraima e do Amazonas prendem mulher investigada por homicídio qualificado

Publicada em: 29/06/2026 10:51 -

A investigada foi localizada e presa no último sábado (27), em Manaus / Foto: Ascom/PCRR /

Uma ação integrada realizada pela PCRR (Polícia Civil de Roraima) e pela PCAM (Polícia Civil do Amazonas) culminou no cumprimento do mandado de prisão preventiva de I.L.J.S., de 27 anos, acusada de participação no homicídio qualificado de Amanda Thamilles Guimarães, de 19 anos. A investigada foi localizada e presa no último sábado (27), em Manaus (AM).

A prisão foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Alto Alegre. Após diligências realizadas pelo Setor de Investigação da unidade, os policiais identificaram que a investigada estava em Manaus. A partir dessa informação, a equipe solicitou apoio da Polinter (Delegacia de Polícia Interestadual), que articulou, junto à Polinter da PCAM, o cumprimento do mandado judicial. A prisão foi efetuada com o apoio do 14º DIP (Distrito Integrado de Polícia), em atendimento à ordem expedida pela Comarca de Alto Alegre, do TJRR (Tribunal de Justiça de Roraima).

De acordo com informações prestadas pelo delegado titular da Delegacia de Polícia de Alto Alegre, Vinícius Quadros, o mandado de prisão preventiva decorre de um inquérito policial instaurado em 2020, durante a gestão do então delegado Wesley Costa de Oliveira.

Conforme o delegado, I.L.J.S. é acusada de participar do homicídio de Amanda Thamilles Guimarães, assassinada em 19 de novembro de 2020, na Vicinal da Prainha, localizada em uma área de mata na zona rural de Alto Alegre.

Segundo as investigações, antes de ser morta, Amanda integrava uma organização criminosa e teria participado da organização de uma emboscada que resultou na morte de Ithallo Gabriel Almeida Santana, de 15 anos, ocorrida em Boa Vista. O adolescente foi apontado, à época, como integrante de uma facção rival, mas ficou comprovado posteriormente que ele não possuía qualquer vínculo com organizações criminosas.

Ainda conforme Vinícius Quadros, o envolvimento de Amanda nesse crime levou à prisão de integrantes da organização criminosa. Após esses fatos, ela passou a ser perseguida, mudou-se para o município de Alto Alegre e, posteriormente, foi assassinada.

O delegado informou ainda que o ex-namorado da vítima, F.J.M., de 18 anos, apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho, teria descoberto uma suposta traição e tomado conhecimento de que Amanda estava em Alto Alegre.

No dia do crime, F.J.M. teria entrado em contato com Amanda por meio de uma rede social, afirmando que também estava no município e convencendo-a a ir até a residência de I.L.J.S., sob o pretexto de uma reconciliação. Segundo a investigação, porém, ele permanecia em Manaus e teria utilizado o contato para atrair a vítima ao local onde seria assassinada.

Após isso, Amanda pediu que um amigo a levasse até a residência de I.L.J.S. No local, estavam H.R.S., de 18 anos; um adolescente, de 15 anos; J.N.T.F., de 21 anos; e V.B.L., de 25 anos.

Os investigados convenceram Amanda a acompanhá-los até um balneário conhecido como "Prainha". Durante o trajeto, ela teria sido morta com diversos golpes de arma branca. O corpo foi encontrado por moradores no dia 2 de dezembro de 2020, treze dias após o desaparecimento, já em avançado estado de decomposição.

Concluídas as investigações, o inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário. Com base nas provas reunidas, o MPRR (Ministério Público do Estado de Roraima) ofereceu denúncia contra os investigados. Posteriormente, a Justiça expediu o mandado de prisão preventiva em desfavor de I.L.J.S., que foi cumprido no último sábado (27), em Manaus.

DA REDAÇÃO

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