Caso ganhou repercussão no dia 18 de dezembro de 2025, quando equipes da PCRR localizaram uma caminhonete carbonizada em Nova Colina / Foto: Divulgação/PCRR /
A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DGH (Delegacia Geral de Homicídios), numa ação integrada com a SESP (Secretaria de Segurança Pública), por meio do DEINT (Departamento de Inteligência), e do MPRR (Ministério Público do Estado de Roraima), por meio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), deflagrou, nesta quinta-feira, dia 19, a Operação Insídia, com o objetivo de cumprir 17 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais, em alvos que podem ter relação com o assassinato do empresário Edgar Silva Pereira, de 60 anos, e Rossana de Lima e Silva, de 49 anos, ocorrido no município de Rorainópolis.
O caso ganhou repercussão no dia 18 de dezembro de 2025, quando equipes da Polícia Civil de Roraima localizaram uma caminhonete completamente carbonizada na Vicinal 31, região da Nova Colina. No interior do veículo, foram encontrados dois corpos totalmente carbonizados, posteriormente encaminhados ao IML (Instituto de Medicina Legal), em Boa Vista, onde foi realizada a identificação das vítimas.
As investigações foram iniciadas ainda em dezembro pela unidade policial de Rorainópolis e, a partir do dia 24 daquele mês, passaram a ser conduzidas pela DGH, em Boa Vista, que assumiu a apuração de forma contínua e especializada.
Responsável pela condução do inquérito, o delegado titular da DGH, João Evangelista, assumiu a investigação e passou a coordenar uma série de diligências estratégicas, com aprofundamento técnico, análise de vestígios e cruzamento de informações.
“Desde que o caso chegou à Delegacia Geral de Homicídios, nós passamos a atuar com uma linha investigativa bem definida, estruturando as informações e avançando de forma consistente na identificação de possíveis vínculos e motivações”, destacou o delegado.
Segundo ele, ao longo dos meses de apuração, os elementos colhidos passaram a apontar para um cenário que extrapola um crime isolado.
“Trata-se de uma investigação complexa, que exige cautela, técnica e integração entre as forças de segurança. Estamos atuando em ação integrada com o Ministério Público de Rorainopolis e Gaeco/MPE”, explicou.
Com o amadurecimento das investigações e a consolidação dos elementos probatórios, a Polícia Civil representou por medidas cautelares, que resultaram na expedição de 17 mandados de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente nos municípios de Rorainópolis e Boa Vista, nesta quinta-feira.
A operação foi coordenada pelo delegado João Evangelista, que também acompanhou as diligências no interior, enquanto, na Capital, os trabalhos operacionais ficaram sob coordenação do delegado Luís Fernando Zucchi. Tanto a equipe do DEINT quanto do GAECO, acompanharam a operação.
Segundo o delegado João Evangelista, durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidas duas armas de fogo, valores em dinheiro, aparelhos celulares e veículos vinculados aos investigados, materiais considerados fundamentais para o avanço das investigações.
As investigações, ainda segundo ele, tramitam sob sigilo judicial, medida necessária para garantir a efetividade das diligências e preservar a coleta de provas. Novas etapas já estão em andamento.
Operação Insídia
O nome da operação, “Insídia”, faz referência ao caráter dissimulado e premeditado da ação criminosa, marcada pela ocultação de provas e pela tentativa de dificultar a identificação das vítimas, elementos que vêm sendo evidenciados no curso das investigações.
DA REDAÇÃO

