Suspeito do crime foi identificado e vai responder ao procedimento / Foto: Ascom/PCRR /
A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do 1º DP (Distrito Policial), concluiu nesta quinta-feira, dia 19, um Inquérito Policial que apurou a prática do crime de furto em um estabelecimento comercial do tipo loja autônoma, localizado no bairro Caçari, em Boa Vista. Suspeito do crime foi identificado e vai responder ao procedimento.
De acordo com o delegado titular do 1º DP, Pedro Ivo Oliveira Andrade, as investigações identificaram que o investigado G.E.M.S., de 22 anos, subtraiu mercadorias de um estabelecimento autônomo, sem realizar o devido pagamento no totem de autoatendimento. A materialidade do crime, segundo o delegado, foi comprovada por meio de imagens do sistema de videomonitoramento do local, que registraram toda a dinâmica da ação.
Ainda conforme Pedro Ivo, o investigado foi intimado a comparecer à unidade policial, ocasião em que confessou espontaneamente a prática delitiva, relatando ter subtraído bebidas alcoólicas em duas ocasiões distintas, durante madrugadas consecutivas. O prejuízo estimado à vítima, foi de aproximadamente R$ 150,00.
Pedro Ivo destacou que, após análise dos elementos informativos reunidos durante a investigação, a conduta foi tipificada como furto simples, previsto no Art. 155, caput, do Código Penal Brasileiro.
Segundo ele, não houve configuração de qualificadora por abuso de confiança, tendo em vista a ausência de vínculo pessoal entre as partes, característica essencial para a incidência dessa circunstância.
O delegado ressaltou ainda que não foi aplicado, no caso, o Princípio da Insignificância, considerando o valor do prejuízo associado à reiteração da conduta, o que demonstra maior reprovabilidade da ação e a necessidade de coibir esse tipo de prática em estabelecimentos baseados no modelo de autoatendimento.
“A ação serve de alerta à população: subtrair produtos nesses ambientes, que funcionam baseados na confiança, configura crime de furto da mesma forma que em supermercados tradicionais. A confiança, neste modelo de negócio, é depositada na honestidade dos clientes e na eficácia da tecnologia de segurança. O circuito de câmeras garante a rápida identificação dos autores, que responderão criminalmente por suas condutas", explicou Pedro Ivo.
O inquérito foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para análise e adoção das providências legais cabíveis.
DA REDAÇÃO

